18 fevereiro 2011

Moldura de Jornal e Moldura Preta e Rosa





Eram bem pirosinhas quando as encontrei, estavam junto a um contentor do lixo em Sto. António da Charneca, Barreiro.
Fomos a uma festa de aniversário de uma grande amiga nossa e como sempre o meu radar apitou. - "Pára o carro!" (travagem brusca)
- "Sofia assustaste-me!!"....o mesmo de sempre...

Eram iguais em materialidade e tamanho e por isso decidi que deveriam ser diferentes.
Muito dificilmente, após a sua transformação, se diria que eram inicialmente idênticas.

A moldura de Jornal encontra-se à venda.

S.


Cadeiras da Sala de Jantar



São as típicas cadeiras baratinhas de mesa de jantar dos anos 50.
Eram pretas e continuaram, achei que fazia mais sentido assim. Por vezes gosto de apenas restituir um aspecto inicial melhorado à peça, em vez de a modificar completamente.
Fazem parte de um conjunto de seis cadeiras e ainda não tive tempo para as recuperar a todas...

S.

Mesinha Vermelha



Esta mesa é um aproveitamento entre duas mesas completamente diferentes. As duas eram móveis de família que já ninguém queria, deixados na garagem ao acaso.
Tinham tons de madeira muito diferentes, por isso optei por uma cor que uniformizasse o conjunto.
Ninguém diria que estas duas metades não falavam a mesma linguagem.

S.

Cadeira de Leitura



Tal como muitos outros móveis, fui resgatar estas duas cadeiras gémeas a uma casa de família que está ao abandono. Soube mais tarde pelo meu Avô que era onde o Pai dele lia o jornal e ouvia as notícias pela "telefonia".
Apesar de serem de madeira, são super confortáveis, ao ponto das almofadas serem dispensáveis. Deixei-as pretas como as encontrei, mas teriam ficado optimas só em madeira encerada.

S.

25 novembro 2010

Baú dos segredos



Não sei de quem era, nem que maravilhosos tesouros se escondiam nele. Foi comprado num leilão, daqueles que vendem tudo.

Com toda a certeza foi um baú de brincar, e o padrão florido que forrava o interior denunciava-o. Tesouros de criança são segredos de adulto , por isso se tornou no meu baú dos segredos.
É onde guardo todos os bilhetinhos de amor e todos aqueles mimos momentâneos que não queremos deitar fora.

Não lhe fiz nada de especial, pintei-o e forrei-o de novo com recortes de um jornal de 1957. Adoro o tom amarelado das folhas e o letring dos anúncios; para alem de achar que resulta bastante bem. A base ainda está com o papel original, gosto sempre de manter o espírito da peça, seja ela qual for.

S.

18 novembro 2010

Cama Azul



Esta cama é mais uma das batalhas que travei com o meu Avô.

-"Mas para que é que tu queres isto?!?"

Diz-me isto sempre que lhe peço alguma tralha velha, mas sempre com um ar de desespero e incompreensão. Aquele ar dele dá-me vontade de rir, acho-o delicioso.
Para ele é uma cama velha sem arranjo e sem utilidade ; para mim é um desafio e um móvel que não vou encontrar em mais sitio nenhum.

Esta cama de solteiro era dos meus trisavós, mas usava-a o meu Tio-Avô na casa onde passavam férias. Ainda a encontrei com dois colchões de palha em cima e muitas caganitas de rato...
Uma das pernas estava bastante estragada e tinha sinais de já a terem tentado recuperar, mas o betume estava mal aplicado e era muito provavelmente de 1950's.

Decidi retirar o betume antigo para o substituir, mas o tamanho dos estragos eram demasiados para recuperar. Nem hesitei, fui a um marceneiro e pedi-lhe para substituir as peças danificadas.

A perna da cama tinha sido comida por térmitas, a madeira estava oca e eu não tinha a certeza da extensão dos estragos. Era claro que a cama teria estado numa zona com este tipo de praga e só depois transferida e recuperada pela primeira vez.


É uma cama pequena, tem 1,70m por 0,90m, e bastante baixa. Parece-me ideal para uma criança.

S.

Banco do rio


Este não fui eu que resgatei, apanhou-o o meu Pai no rio. Tirou-o da água e guardou de propósito para me dar. Podem ver o estado em que estava inicialmente, nem parecia recuperável.
Posso-vos dizer que demorei 6 horas só para lhe tirar todas as camadas de tinta que tinha.
Quis deixá-lo com as cicatrizes da sua longa e atribulada existência, é isso que o torna único, e pintei à mão uma coroa de flores no assento. Preferi deixá-lo simples, nada de grandes extravagâncias, ele já não tem idade para isso.
Este tom de vermelho é a cor que associo aos tascos, onde imagino que tenha estado.

S.